A DoorDash recentemente passou por uma nova rodada de financiamento, recebeu mais US$ 600 milhões de dólares de investimento em sua Série G e passou, então, a ser avaliada em US$ 12,6 bilhões, tornando-se uma das 10 empresas mais valiosas apoiadas por capital de risco nos EUA.

Lançada em 2013 de um dormitório de Stanford, a DoorDash faz entregas de comida sob demanda e concorre, nos EUA, principalmente com Grubhub e UberEats. A empresa já arrecadou US$ 2,5 bilhões em financiamento de capital de risco e pode ser considerada uma das empresas privadas mais bem capitalizadas dos EUA.

As rodadas de investimento da DoorDash e o crescimento da companhia

Um dos grandes responsáveis por torná-la um unicórnio foi o SoftBank que, por meio de seu Vision Fund, liderou a rodada da Série D fazendo um aporte de US$ 535 milhões. Posteriormente a avaliação da DoorDash disparou de US$ 1,4 bilhão para US$ 4 bilhões, com a Série E arrecadando US$ 250 milhões. A valorização depois aumentou para US$ 7,1 bilhões, com a Série F de US$ 350 milhões e, finalmente, para quase US$ 13 bilhões com a Série G, representando um aumento na valorização de quase 78%.

Linha do temo com as rodadas de captação de investimentos da DoorDash
Fonte: Pitchbook

Darsana Capital Partners e Sands Capital, nessa última rodada, foram os últimos a se juntar ao grupo de investidores na empresa, que já contava com Coatue Management. Dragoneer, DST Global, Sequoia Capital, SoftBank Vision Fund e Temasek Capital Management.

Tony Xu, um dos fundadores da DoorDash, acredita que o crescente montante arrecadado nessas rodadas de investimento é um reflexo da performance da companhia, que desde a Série F, em fevereiro, cresceu 60%, aumentando o total de vendas anuais para US$ 7,5 bilhões. Ainda segundo Xu, a DoorDash cresce 4 vezes mais rapidamente que o seu concorrente mais próximo. A questão da lucratividade, porém, não foi mencionada.

Após a Série D, a DoorDash priorizou a expansão geográfica em detrimento de uma operação consistentemente lucrativa e ampliou o número de cidades de operação, que passaram de 600 para as mais de 4.000 nos EUA e no Canadá. Além disso, a empresa buscou um reforço de sua presença com a oferta de serviços de white label e parcerias corporativas, como a estabelecida com o Walmart.

O mercado de aplicativos de entrega de refeições

Assim como aplicativos de carona e micromobilidade, como Uber e Yellow, transformaram a demanda pela posse de um carro, os aplicativos de entrega de refeições farão o mesmo com atitudes em relação a compras, culinária e alimentação. A chave para a transformação desses modelos está na oferta de maior comodidade ao consumidor.

Segundo pesquisa da HBR, 90% dos americanos odeiam ou são indiferentes a cozinhar, o que explica, em parte, o crescimento da indústria de restaurantes, que arrecadou em 2018 US$ 830 bilhões. A entrega das refeições, além de livrar as pessoas do esforço de cozinhar, traz ainda mais conveniência ao permitir que o consumo seja feito dentro de casa. Os aplicativos, por sua vez, ajudaram a ampliar as opções de entrega, que antes se resumiam basicamente a pizza e comida chinesa.

Os aplicativos de entrega de refeições atingiram, em 2018, US$ 120 bilhões em vendas globais e o país líder de mercado é a China: apenas as empresas Meituan e Ele.me geraram US$ 80 bilhões em vendas, o que corresponde a 64% do mercado global.

Com base em dados da ONU e do Brooking Institute, a ARK Invest estimou que o mercado potencial em 2030 pode chegar a 2,8 bilhões de pessoas, 50% a mais do 1,8 bilhão hoje, e chegar a capturar US$ 3 trilhões.

Considerando-se que a líder do mercado americano em 2018, a Grubhub, capturou apenas 4,16% (ou US$ 5 bilhões) do total de vendas globais, é possível perceber o quanto as empresas americanas precisam conquistar para encabeçar o potencial mercado global, o que ajuda a compreender o alto volume de investimentos feitos por capital de risco em empresas como a DoorDash.

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