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Firefly levanta US$30 milhões para trazer propaganda a Uber, Lyft e táxis

By 10 de junho de 2019 junho 18th, 2019 No Comments

Firefly levanta US$30 milhões para trazer propaganda a Uber, Lyft e táxis

Por Claudia Araujo

De carona com os protestos do dia 8 de maio por melhores pagamentos para motoristas da Uber e da Lyft, a Firefly, startup que permite que esses motoristas de aplicativos de transporte ganhem dinheiro com publicidade, arrecadou US$ 30 milhões em investimentos para expandir suas operações. Atualmente, o serviço tem sido ofertado principalmente a motoristas das duas empresas: são cerca de US$ 300 pagos por mês a cada motorista para a exibição contínua de anúncios com curadoria da empresa.

Sediada em São Francisco, a Firefly já havia levantado US$ 21,5 milhões em um financiamento seis meses antes. No entanto, o valor captado nessa última rodada proporcionou a aquisição da parte digital da Strong Outdoor, empresa responsável pelos anúncios em cima de alguns dos famosos táxis de Nova York. Em 2018, a Strong havia fechado uma parceria com a Junta Metropolitana de Táxis para fornecer publicidade digital a pelo menos 3.500 pontos de táxi, o que corresponde a cerca de metade da frota habilitada na cidade.

Segundo o CEO da Firefly, Kaan Gunay, a compra vai permitir que a empresa trabalhe em larga escala com mais um serviço. “É basicamente o maior contrato de publicidade de táxi, em parceria com a maior organização de comércio de táxis dos Estados Unidos”, declarou. Para ele, levantando ainda mais dinheiro, a empresa pode “garantir que possamos escalar de forma muito rápida e eficiente”.

A Firefly está chegando em Nova York, mas já trabalha em Los Angeles e em São Francisco, onde instala uma “tela inteligente digital” nos carros para exibir publicidade segmentada. Embora a startup esteja começando a trabalhar também com táxis, ela não abandonará os antigos parceiros.

De fato, a chegada de uma startup oferecendo renda suplementar para motoristas vem em um momento conveniente. Além dos protestos do dia 8, o fato de a Uber e a Lyft serem empresas públicas significa que os dados financeiros recém-divulgados de ambas poderiam possivelmente ser usados ​​para corroborar essas reivindicações de longo prazo dos colaboradores, que são classificados como autônomos. Por outro lado, tanto a Uber quanto a Lyft vêm sofrendo pressão para obter lucro, já que Wall Street busca retornos positivos.

Segundo Adam Ghobarah, da Google Ventures, empresa que liderou a rodada de investimentos, “(…) a ascensão desses serviços de transportes por aplicativos criou uma grande oportunidade para fornecer publicidade digital nas ruas com segmentação adequada por cidade e tempo”.

Para Gunay, o trabalho da Firefly gera um cenário em que todos ganham — e não somente os anunciantes e os motoristas. Comerciantes, ONGs e o governo local (com quem a empresa comprometeu 10% do seu inventário) também saem beneficiados.

Embora não sejam tão bem-vistos pela Uber e pela Lyft, os anúncios da Firefly não são contra a lei, tampouco desobedecem às normas de contrato de ambas. Essa imprecisão permite que a empresa continue a ser parceira dos motoristas e exibir seus anúncios nos carros.

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